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Van Gogh - Starry Night over the Rhone


CEAN – Centro de Ensino Médio Asa Norte

Disciplina: ARTES

Professor: José Edson dos Santos

Formar duplas. Ler as Reflexões sobre a Arte e o Artista. Discutir os questionamentos 1, 2 e 3. Com apoio na leitura, colocar o ponto de vista da dupla sobre os mesmos (mínimo de 10 linhas ):

1) Em qualquer linguagem que trabalhe o artista deve evoluir, mudar sua forma de expressão no devido contexto.

2) O artista deve manter-se sempre o mesmo, fiel ao caminho que encontrou para expressar a sua arte.

3) O papel da arte é reproduzir a realidade tal qual ela é.

REFLEXÕES SOBRE A ARTE E O ARTISTA

"Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora pra dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo eu da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico." (Clarice Lispector)

"A arte é uma mentira que revela a verdade." (Pablo Picasso)

"Se o artista apenas reproduz os traços superficiais, como faz o fotógrafo, se registra com exatidão as diversas características de uma fisionomia, mas sem relacioná-la ao caráter, ele não merece ser admirado. A semelhança que ele deve atingir é a da alma." (Auguste Rodin)

"A arte, tão essencial à vida, vive exclusivamente de símbolos. Os símbolos são universais: o som, para a Música; a cor, para a Pintura; o movimento para a Dança; o volume para a Escultura; o espaço, para a Arquitetura e a palavra para a Literatura." (Werneck Cortes)

"A arte é uma aspiração à liberdade. O que nós, poetas, músicos, pintores, escultores desejamos é criar o nosso ritmo pessoal, transmitir a nossa harmonia interior. Cada um de nós é um instrumento por onde passa a corrente da vida. Não queremos regras nem admitimos preconceitos. Não nos atraem as teorias especiosas. A lógica do artista não cabe nas fronteiras de um teorema, a lógica do artista é um problema cujos dados mudam a cada instante, e cuja solução varia de momento a momento. [...] O artista é um transfigurador. Recebe a energia da vida e, em troca, lhe dá forma." (Ronald de Carvalho, poeta)

"A unidade da arte reside no fato de que não importa se com palavras, sons melódicos, cores ou massas, o artista cria imagens que exprimem seu sentimento profundo do mundo (...). Certo número de atividades humanas – como a poesia, a pintura, a arquitetura, o teatro, a música, a escultura – cria imagens que exprimem um modo de sentir, o qual por sua vez, se traduz numa forma correspondente a obra de arte." (Pedro Manoel)

"O trabalho de cada homem, seja na literatura, música, pintura, arquitetura, ou qualquer outra arte, é sempre um retrato dele mesmo." (Samuel Butler)

"A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver." (Paul Klee)

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Missamóvel , 2004. Nelson Leirner - mistura arte conceitual com cultura popular. Personagens nordestinos em argila simbolizam a crendice popular, como os romeiros e penitentes que ficam amontoados nos caminhões para pagar promessa ao Padre Cícero e outros santos padroeiros, sobre um skate enquadrado em diagonal de um piso liso.








Adereços cerimoniais da Tribo Karyabi do Estado d Mato Grosso


Cada indivíduo Kaiabi possui vários nomes, que formam um repertório pessoal variado. Ao longo da vida, os nomes são trocados à medida que este acede a novas categorias sociais ou passa por experiências pessoais marcantes. O nascimento do primeiro filho é um momento em que os pais sempre recebem novos nomes. Esses nomes podem ser de antepassados, de seres sobrenaturais ou estarem relacionados a algum evento específico protagonizado pelo indivíduo. Os homens mais velhos da aldeia, o chefe ou o pajé, são em geral os responsáveis pela transmissão dos nomes. No passado, o principal momento que determinava a mudança de nome era a participação em expedições guerreiras e, mais especificamente, a morte de um inimigo.No passado, todos os Kaiabi exibiam tatuagens faciais que obedeciam alguns padrões básicos, diferentes para homens e mulheres. Essas tatuagens eram feitas primeiramente no início da puberdade. Assim como os nomes, as tatuagens serviam ao mesmo tempo como mecanismo de identificação pessoal e grupal. Também como no caso dos nomes, a morte de um inimigo era um evento marcado pela execução de novas tatuagens.



Parede de Memória, 1994. Rosana Paulino. Serigrafia em almofadas, 8 x 8 x 3 cm. Acervo Particular.


Rosana Paulino levanta questões raciais, culturais, políticas, assim como memórias pessoais. Seus trabalhos expandiram-se de desenhos e gravuras para grandes instalações que proporcionam ao leitor uma visão do universo feminino, que em muitas vezes, é também, negro. A obra trata-se de 850 fotografias1 pertencentes ao álbum familiar da artista. Estas fotografias estampadas em pequenas almofadas, trazendo pontos de crochê que as arrematam, foram dispostas lado a lado, em cima e em baixo, transformando a obra em um grande mural, intitulado pela a artista como Parede de Memórias. As imagens serigrafadas são opacas, falhas, desbotadas, a sua quantidade exacerbada sugere os anos de desgaste da família Paulino, a submissão aos postos de trabalho manual, subjugados as negras livres desde os tempos da colônia.


Valentina (1998) – Vik Muniz,


Valentina é um retrato de 33x27 cm, feito por Vik Muniz, um pintor, escultor e fotógrafo paulistano que foi apelidado de o ilusionista, pelo fato de suas imagens terem muitos segredos. É a fotografia de um desenho feito por Vik, com açúcar sobre papel preto. Essa foto é a preferida de Muniz, onde é retratada em uma série chamada “crianças de açúcar”, onde critica o trabalho escravo infantil na lavoura de cana de açúcar. É considerada uma das mais rápidas obras, feita em 1998. A obra se situa na Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo.



Pelé. Andy Warhol, serigrafia sobre papel Curtis g - 114,3 x 88,9 cm. Realizada na época em que o jogador de futebol morava nos Estados Unidos com sua família e jogava no New York Cosmos, onde encerrou sua carreira esportiva. Pelé, negro brasileiro, celebridade latino-americana de desempenho brilhante como esportista, foi convidado a atuar profissionalmente e viver nos Estados Unidos da América. Viveu uma história de superação das condições humildes em que nasceu e cresceu em seu país de origem, o que, de certa forma, o alinha à ideia de sucesso e reinvenção. Na gravura, Pelé, sorridente, ostenta uma bola de futebol com a qual toca a cabeça, mimetizando sua "cabeçada". Na bola podemos ver estampados seu nome e sua estrela, compondo uma imagem que sugere sucesso e satisfação ao mesmo tempo.


Michael Jackson. 1984 (serigrafia sobre fotografia). Andy Warhol, ícone norte americano da Pop Art. O quadro de 76 por 66 centímetros, criado através da técnica de impressão em seda. O quadro foi criado em 1984, na era do casaco vermelho do videoclip da música «Thriller». Controverso, Andy Warhol se apresenta, apesar de ter sempre utilizado os recursos da fotografia, como um artista que ajudou a construir essa imagem do norte americano que se tem hoje. Para o bem ou para o mal, suas criações continuam influenciando gerações.




Eldorado – Nelson Screnci (acrílico s/tela). 2001 - Nelson Screnci se assume como "artista militante" e define seu trabalho como "arte social". Um painel de 4 m x 1,20 m, Eldorado é uma visão da periferia paulistana - que o artista observa à distância, como se constatasse desolado as milhares de casinhas que nunca param de se reproduzir. Na cena inspirada na periferia, as casinhas, muito próximas umas das outras, são como módulos que, ritmados em formas simples, dividem um espaço de ninguém. Elas são incompletas por se encontrarem permanentemente em construção. E, por serem representações poéticas, o lado trágico e violento vivido por seus habitantes tão sofridos comparece de forma sutil. Está implícito nas combinações das cores que tentam ser alegres e nas formas improvisadas que refletem a sua luta pela sobrevivência. Ironicamente na cidade que seus ancestrais, em tempos remotos, pensavam ser o tão sonhado eldorado."Quero falar para o homem comum, atingir o público da periferia", diz o artista engajado. "A arte contemporânea está num beco. O público já se cansou de ver releituras de Duchamp e Beuys", critica ele. "Eu faço uma releitura da cor brasileira. Assumo influências de Volpi e de Lívio Abramo, recrio um clássico de Almeida Júnior." Screnci acredita que há preconceito contra releituras de artistas brasileiros. "Por que só podemos reler americanos e europeus?








Ave Maria 1 (1955) – Victor Brecheret (Túmulo Família Scuracchio). Cemitério São Paulo/SP.


Arte tumular. Foi a última obra de Brecheret, concluída em 1955, no ano de sua morte. Ave Maria (Anjos) São dois anjos com as mãos em reza e ao centro uma grande cruz. Base tumular plana em mármore onde se erguem duas esculturas em bronze de dois anjos eretos, com as mãos unidas na altura do peito como se orassem e fizessem uma prece. Apresentam grandes asas com as pontas tocando o solo. Um está virado de frente para o outro, com os olhos cerrados , separados por uma cruz alta, também em bronze. Nota-se que o autor usou o estilo expressionista para esculpir os anjos. Atrás erguesse uma grande parede com cerca de 3 metros de altura, construída com placas de mármore onde estão as inscrições e o nome da família com uma coloração rósea. Nessa parede, atrás da cruz, um nicho representa um portal de passagem para o desconhecido do “outro lado” do umbral. Essa foi a ultima escultura realizada por Brecheret.



Metamorfose Cultural, 1997 – Nelson Screnci


Esta obra de Nelson Screnci faz uma releitura comparativa das obras: O Caipira Picando Fumo, de Almeida Júnior e A Negra, de Tarsila do Amaral. Interroga a cisão entre o "moderno" e o "acadêmico". As duas telas possuem uma força e uma presença visual, "icônica", que parte de um "tipo" social – a negra, o caipira – para, construindo-os com os meios da pintura, impô-los como imagens. O caipira e a negra misturam-se com elementos populares. Existe uma grande afinidade nos princípios de organização das duas telas. O caipira, com os ângulos dos cotovelos, dos joelhos, bem afirmados, encontra-se instalado, de modo seguro e preciso, diante de um fundo revelando claras relações ortogonais: verticais da porta e, sobretudo, horizontais dos batentes, dos bambus que se mostram na parede de barrote, dos degraus em pau tosco que lhe servem para sentar. Em "A Negra", Tarsila dispõe seu personagem numa postura bastante próxima à do caipira: ângulos dos cotovelos, evidência dos pés, inclinação da cabeça. Como Almeida Júnior, dispõe sua figura diante de um fundo geométrico, feito de barras horizontais paralelas, num efeito não muito distante dos degraus do caipira. Assim, a arquitetura de cada quadro projeta, de modo ao mesmo tempo formal e cheio de sentidos, o personagem. Mais ainda, esses modos possuem um parentesco muito claro entre eles.


Ascensão da Doce Borboleta nos Campos da Matança - Wangechi Mutu


A obra trata da valorização da mulher, sua raça, coragem e poder, abordando assim uma jovem em um campo repleto de borboletas, porém devastado por tiros, o que mostra que é um cenário de guerra e destruição. A autora procura destacar em pequenos detalhes que, por mais que haja uma imensa desvalorização da mesma, tenta conseguir seu espaço, tenta ser valorizada no mundo atual, mesmo que haja tanta desigualdade. A artista mostra em suas obras a alma artística africana. É uma artista que vive e trabalha no Brooklyn, Nova York. Mudou-se para lá na década de 1990, centrado-se em Belas Artes e Antropologia na New School for Social Research e a Escola de Arte e Desenho Parsons.

O trabalho de Mutu já foi exposto em galerias e museus de todo o mundo, incluindo o Museu de São Francisco de Arte Moderna, o Museu de Arte de Miami, a Tate Modern de Londres, o Studio Museum in Harlem em Nova York, o Museu Knust Palast nas Alemanha e o Centro Pompidou em Paris.

W. Mutu foi selecionada artista do ano de 2010 pela fundação D.B. A africana versa sobre diversos temas como política, o capitalismo do Ocidente e toma a figura feminina sob esteriótipos clássicos da cultura do seu país reinterpretando à sua maneira.


A Encantadora de Serpentes, de Henri Rousseau

O Simbolismo foi uma característica da pintura européia nas últimas décadas do Século 19 (em especial entre 1880 e 1890), bastante presente, apesar de não ter sido realmente organizado como um movimento.

Possui estreita ligação com o movimento poético simbolista. Rejeitava as formas naturalistas e realistas e principalmente o conceito, bastante comum na época, de que a arte só poderia ser realizada através de imagens não abstratas que representassem com fidelidade o mundo real.

O Simbolismo nas artes plásticas, tal como na poesia, apresentava forte misticismo e referências ao oculto. Procurava diminuir o hiato entre o mundo material e o espiritual. Os pintores deveriam expressar, através de imagens, esses temas e essa visão de mundo, desenvolvidas pelos poetas simbolistas em sua linguagem.

Para esse fim, utilizavam-se principalmente de cores e linhas, entendidos como elementos extremamente expressivos que por si só poderiam representar idéias. Confiavam mais na simples sugestão de algo que na sua forma explícita. A inspiração temática simbolista costumava vir de poesias do movimento, além de uma certa fixação em assuntos como a morte, a doença, o erotismo e até a perversidade. Há inúmeros artistas de estilos diferentes considerados simbolistas, por apresentarem traços do movimento em suas obras.

O SIMBOLISMO data do final do século XIX e surge também na França, primeiramente na PINTURA (com o nome de IMPRESSIONISMO) e depois na Literatura, com "Flores do Mal" de Baudelaire (1870). Além de Baudelaire, poetas franceses como Mallarmé, Verlaine, Paul Valéry, etc, contagiam toda a Europa com seus poemas simbolistas. Em Portugal, o Simbolismo data de 1890 com a publicação de "Oaristos" de Eugênio de Castro. O Simbolismo surge no Brasil em 1893, com as obras "Missal"("prosa") e "Broquéis"(poesia), ambas de autoria de Cruz e Sousa.

A criatividade humana no contexto histórico contemporâneo do Simbolismo:

Com o Cientificismo ocorrido no século XIX, decorrente do reinado materialista que toma conta da maneira de ser, de pensar e de agir do homem ocidental, ocorre a chamada SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, ou seja, a ciência da época é transformada em tecnologia que aprimora ainda mais os meios de produção, pouco restando a fazer ao homem em termos de USO DA CRIATIVIDADE. Vale lembrar que, antes do surgimento da máquina, o homem produzia manualmente os produtos consumidos por toda a sociedade: importava a qualidade ( a beleza, a utilidade, a durabilidade, etc) dos produtos e, nesse aspecto, o artesão usava toda a sua sensibilidade, sua técnica, sua CRIATIVIDADE no momento em que fazia seu trabalho, ou seja, os produtos traziam em si as marcas da subjetividade daquele que os elaborava. Com a Revolução Industrial, porém, a máquina substitui quase que totalmente o trabalho humano: no reinado materialista a qualidade não importa e sim a quantidade, pois quanto mais produtos mais consumo, mais lucro, mais riqueza para os donos dos meios de produção. A mão de obra e a criatividade humanas estão sendo cada vez menos solicitadas e, portanto, pouco aprimoradas, no modo de produção da época. O mesmo ocorre com a Arte e a Literatura produzidas nesse contexto: pela objetividade, pelo detalhismo, por dar a FOTOGRAFIA dos referentes, as obras artísticas e literárias não permitem que o receptor use sua imaginação, sua criatividade (sua subjetividade) em nenhum momento.

Em socorro à criatividade humana tão pouco requisitada na época, surge o SIMBOLISMO na Arte e na Literatura, visando à produção de obras que permitam um trabalho intelectual e emocional intensos por parte de seu receptor; esse exercício intelectual e emotivo pretende aprimorar a inteligência e a sensibilidade humanas . O relevo dado ao interior do ser humano no Simbolismo é conseqüência dos postulados das teorias freudianas.

SIMBOLISMO X REALISMO
Como já se pode perceber, o Simbolismo surge em reação à objetividade, ao materialismo e ao detalhismo do Realismo. Embora seja tão obediente à Versificação quanto o parnasiano, o simbolista caminha em direções opostas às do realista: o simbolista é subjetivo, espiritualista e, ao invés de descrever minuciosamente o referente, procura apenas SUGERI-LO ao receptor através de uma LINGUAGEM SIMBÓLICA (CONOTATIVA), repleta de elementos sensoriais (palavras que representam cores, sons, perfumes, etc) que ao invés de esclarecer o que é o referente, indefine-o (mascara-o). Para Mallarmé, "o gozo do poema é feito da felicidade de adivinhar pouco a pouco. Sugerir o mundo, eis o ideal."

SIMBOLISMO E ROMANTISMO

As raízes do Simbolismo estão no Romantismo, por trazer de volta temas e características importantes do Romantismo, porém com profundidade:

- a subjetividade: o romântico deseja atingir as emoções do receptor; além das emoções , o simbolista quer mais da subjetividade do receptor: pretende atingir sua criatividade, sua inteligência, enfim, sua "ALMA".

- o espiritualismo: o simbolista acredita na eternidade da alma;

- a descrição superficial do referente: na obra romântica, o referente é caracterizado superficialmente através de uma linguagem conotativa e de fácil decodificação; na obra simbolista, o referente é caracterizado superficialmente através de uma linguagem conotativa, simbólica, que ao invés de definir (esclarecer), indefine o referente para o receptor.

O SÍMBOLO

O símbolo para o simbolista é, por conseguinte, UM SIGNO CAPAZ DE MASCARAR O REFERENTE QUE ELE REPRESENTA LINGUISTICAMENTE. Afinal, não existe nada melhor do que uma linguagem simbólica (figurada) para SUGERIR o referente, o mundo: só ela é capaz de despertar as mais diversas sensações, as mais diversas leituras (interpretações) , dar asas à imaginação do receptor.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA OBRA SIMBOLISTA

1. subjetividade/ 2. espiritualismo/ 3. temas mórbidos: a busca do vago, do indefinido, a morte, a loucura, o sonho, o terrível, o real, o irreal, etc./ 4. SUGERIR O REFERENTE ao invés de descrevê-lo minuciosamente (sugerir é sinônimo de encobrir, mascarar)/ 5. Para sugerir o referente, o simbolista utiliza-se de símbolos (FIGURAS) e de uma linguagem plena de ELEMENTOS SENSORIAIS(predominância das sinestesias) que provoquem no leitor sensações diversas. Tais símbolos é que mascaram o verdadeiro referente, a verdadeira mensagem (conteúdo manifesto/conteúdo latente)/  6. Ambigüidade/ 7. Culto à brancura/ 8. Musicalidade: as FIGURAS DE HARMONIA ( predomínio das aliterações), as rimas, o ritmo, etc, dão intensa musicalidade à obra simbolista.



O Expressionismo compreende a deformação da realidade para expressar de forma subjetiva a natureza e o ser humano, dando primazia à expressão de sentimentos em relação à simples descrição objetiva da realidade. Entendido desta forma, o expressionismo não tem uma época ou um espaço geográfico definidos, e pode mesmo classificar-se como expressionista a obra de autores tão diversos como Matthia Grünewald, Pieter Brueghe, o Velho, El Greco ou Francisco de Goya. No início do século XX, na Alemanha, surgiram os grupos A Ponte e o Cavaleiro Azul.

Edvard Munch é considerado, por muitos estudiosos das artes plásticas, como um dos artistas que iniciaram o Expressionismo na Alemanha. Edvard Munch nasceu na cidade de Løten (Noruega) em 12 de dezembro de 1863.Teve uma vida familiar muito conturbada, pois sua mãe e uma irmã morreram quando Munch ainda era jovem. Uma outra irmã tinha problemas mentais. O pai de Munch tinha uma vida marcada pelo fanatismo religioso. Para complicar, Munch ficou muito doente durante a infância.

Já adulto, começou a apresentar um quadro psicológico conturbado e conflituoso. Alguns estudiosos afirmam que Munch, provavelmente, possuia transtorno bipolar. Munch estudou artes plásticas no Liceu de Artes e Ofícios da cidade de Oslo (capital da Noruega).

Em 1885, viajou para Paris onde entrou em contato com vários movimentos artísticos. Ficou muito atraído pela arte de Paul Gauguin. Entre os anos de 1892 e 1908 viveu na cidade de Berlim (Alemanha). Em 1892 participou de uma exposição artística em Berlim. Porém, a mesma foi cancelada em função do grande choque que provocou na sociedade alemã. Em 1893, pintou sua obra de arte de maior importância: O Grito. Esta obra tornou-se um dos símbolos do Expressionismo. Em 1896, começou a fazer gravuras e apresentou várias inovações nesta técnica artística. Em 1908, voltou para a Noruega para viver em seu país natal definitivamente. No final da década de 1930 e início da década de 1940 passou por uma forte decepção. O governo nazista ordenou a retirada de todas as obras de arte de Munch dos museus da Alemanha por considerá-las esteticamente imperfeitas e por não valorizar a cultura alemã. Munch morreu em 23 de janeiro de 1944, na cidade de Ekely (próximo a Oslo).

Estilo artístico

- Abordagem de temas relacionados aos sentimentos e tragédias humanas (angústia, morte, depressão, saudade).

- Pintura de imagens desfiguradas, passando uma sensação de angústia e desespero.

- Forte expressividade no rosto das personagens retratadas.

- Pintura de figuras marcadas por fortes atitudes.

Principais obras de Munch:
- Spring Day on Karl Johan (1891)

- Evening on Karl Johan (1892)

- Melancolia (1892)

- A Voz (1892)

- O Grito (1893)

- Vampira (1893-94)

- Anxiety (1894)

- A Madona (1894-1895)

- Jealousy (1895)

- Puberdade (1895)

- Self-Portrait with Burning Cigarette (1895)

- A menina doente (1895-1896)

- Lady From the Sea (1896)

- A dança da vida (1899-1900)

- A Morte da Mãe (1899-1900)

- Meninas no Jetty (1901)

- Crianças na rua (1907)

- Atração (1908)

- Assassino na Alameda (1919)

- Reunião (1921)

- Entre o Relógio e a Cama (1940-1942)





                                                            Bertold Brecht

O teatro épico é produto do forte desenvolvimento teatral na Rússia, após a Revolução Russade 1917, e na Alemanha, durante o período da República de Weimar, tendo como seus principais iniciadores o diretor russo Meyerhold e o diretor teatral alemão Erwin Piscator. Nesse tempo, as cenas épicas alemãs recebiam o nome de cena Piscator, dado o extensivo uso de cartazes e projeções de filmes nas peças dirigidas por Piscator. No entanto, o grande propagandista do teatro épico foi Bertolt Brecht. Brecht afirmava que sempre existiu teatro épico, seja na intervenção do coro no teatro da Grécia Clássica, seja na Ópera Chinesa, e até mesmo no Dadaísmo.


O teatro épico consiste em uma forma de composição teatral que polemiza com as unidades de ação, espaço e tempo e com as teorias de linearidade e uniformidade do drama, fundamentadas em determinada compreensão da Poética de Aristóteles elaborada na França renascentista. A catarse perde seu espaço na concepção teatral épica. Não cabe envolver o espectador em uma manta emocional de identidade com o personagem e fazê-lo sentir o drama como algo real, mas sim despertá-lo como um ser social. Segundo Brecht, a catarse torna o homem passivo em relação ao mundo e o ideal é transformá-lo em alguém capaz de enxergar que os valores que regem o mundo podem e devem ser modificados.

Embora elementos da linguagem épica existam no teatro desde os seus primórdios, o Teatro Épico surge com o trabalho prático e teórico de Bertolt Brecht. Trata-se do resgate de um termo antigo para conceituar uma nova linguagem cênica. Essa é substancialmente organizada a partir de textos que abordam os conflitos sociais sob uma leitura marxista, encenados pelo método do Distanciamento.

O Teatro Épico utiliza uma série de instrumentais diretamente ligados à técnica narrativa do espetáculo, onde os mais significativos são: a comunicação direta entre ator e público, a música como comentário da ação, a ruptura de tempo-espaço entre as cenas, a exposição do urdimento, das coxias e do aparato cenotécnico, o posicionamento do ator como um crítico das ações da personagem que interpreta, e como um agente da história.
PÓS-IMPRESSIONISMO

A expressão Pós-Impressionismo foi usada para designar a pintura que se desenvolveu de 1886, a partir da última exposição impressionista, até o surgimento do Cubismo, com Pablo Picasso e Georges Braque. Ela abrange pintores de tendências bem diversas, como Gauguin, Cézanne, Van Gogh e Seurat. Além desses artistas Toulouse Lautrec, que documentou a vida parisiense do fim do século XIX. Para eles, o Impressionismo era superficial e retratava apenas cenas passageiras, sem dar muita importância nem aos sentimentos, nem aos acontecimentos políticos e sociais. Outros ainda sentiam-se insatisfeitos e limitados com a técnica impressionista.

                                 De onde viemos? O que somos? Para onde vamos? (1887), de Gauguin
Paul Gauguin (1848-1903) por volta de 1884 seus quadros superavam a tendência impressionista: a tinta começa a ser usada pura, em áreas de cor bem definidas, os objetos passam a ser coloridos de modo arbitrário e a representação deixa de ser tridimensional. Mas em 1888 as características de sua pintura acentuam-se bastante, principalmente na obra “Jacó e o Anjo”. Agora ao contrário da pintura impressionista, os campos de cor são bem definidos e limitados por linhas de contorno visíveis, as formas das pessoas e dos objetos são planas e as sombras desaparecem.

                                                 “O Castelo de Médan”, Cézanne
Paul Cézanne (1839-1906) não se preocupou em registrar o aspecto passageiro de um momento provocado pela constante mudança da luz solar, o que Cézanne buscava era o permanente, a estrutura íntima da natureza. Essa mudança radical de concepção já é evidente em sua tela “O Castelo de Médan”. O rompimento com o grupo impressionista é inevitável, pois a tendência de Cézanne em converter os elementos naturais em figuras geométricas - como cilindros, cones e esferas - acentua-se cada vez mais. Olhando a pintura de Cézanne, é fácil compreender a enorme influência que ele exerceu sobre os artistas que nas primeiras décadas do século XX criaram a arte denominada Moderna.

                                                Jane Avril Dançando, Toulousse-Lautrec
Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) morreu com apenas 37 anos. A vida urbana e agitada de Paris que Toulouse-Lautrec registrou de forma inconfundível em suas telas.Interessavam a ele, os artistas de circo, as dançarinas, os freqüentadores dos bares e cabarés, as prostitutas e as pessoas anônimas. Obras conhecidas: “Circo Fernando: a Amazona, Jane Avril Dançando a Mélinite, O Moulin Rouge  e No Salão da Rue des Moulins.”

                                                        O Semeador, de Van Gogh
Vincent Van Gogh(1853-1890) percorreu uma trajetória difícil. Nascido na Holanda, foi contemporâneo de muitos pintores e até se aproximou de alguns deles, como Toulouse-Lautrec e Gauguin, mas na verdade foi uma pessoa solitária. Sua pintura estava então ligada à tradição holandesa do claro-escuro e à preocupação com os problemas sociais, As cores que usava eram sombrias e seus personagens melancólicos, como por exemplo na tela “O s Comedores de Batata”. Em 1881 voltou para a Holanda, mas em 1886 seguiu para Paris, onde teve início uma nova fase. Ligou-se ao movimento impressionista, mas logo o abandonou, pois procurava um novo caminho para sua arte. Em 1888 passou a pintar ao ar livre. Considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, foi marginalizado pela sociedade durante sua vida. "Falhou" em todos os aspectos considerados importantes para a sociedade de sua época: não constituiu família, não conseguia custear a sua própria subsistência, sucumbiu a uma doença mental.Tinha personalidade intrigante. Oscilava entre a alegria e a tristeza, a esperança e o desespero, o amor e o ódio. Vivia uma dualidade emocional. Pintar passou a ser seu refúgio. Utilizava cores fortes para expressar seus sentimentos. Van Gogh dizia: "Pinto o que sinto e não apenas o que vejo". Sua influência no Expressionismo, no Fovismo e no Abstracionismo foi notória. Suas influências podem ser reconhecidas em variadas frentes da arte do século 20. O artista foi pioneiro ao relacionar tendências impressionistas com as aspirações modernistas.

Georges Seurat (1859-1891)


"Um Domingo de Verão na Grande Jatte" (1884-1886), de Seurat

Ao observarmos a copa das árvores e o gramado na obra "Um Domingo de Verão na Grande Jatte" (1884-1886), de Seurat, nesses elementos a técnica utilizada pelo artista para pintar o quadro foi o Pontilhismo. Ao utilizar cores puras (em vez de misturá-las), aplicou-as diretamente na tela, ele resolveu agrupar as pinceladas em formas de pontos. A técnica pontilhista também foi muito utilizada pelo pintor francês Paul Signac.    http://artemoderna.tumblr.com/post/632592282/pos-impressionismo



Moema, de Vitor Meirelles
                                        Arrufos (1887), de Belmiro de Almeida


                                              Flor Brasileira (1911), de Antonio Parreiras


A Pintura Acadêmica no Brasil e a superação do academicismo - Em meados do século XIX, o Império Brasileiro conheceu certa prosperidade econômica, proporcionada pelo café, e certa estabilidade política, depois que Dom Pedro II assumiu o governo e dominou as muitas rebeliões que agitaram o Brasil até 1848. Além disso, o próprio imperador procurou dar ao país um desenvolvimento cultural mais sólido, incentivando as letras, as ciências e as artes. Estas ganharam um impulso de tendência nitidamente conservadora, que refletia modelos clássicos europeus.

Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, na arquitetura e dos renascentistas, na pintura. Os principais artistas acadêmicos são:

Pedro Américo - Sua pintura abrangeu temas bíblicos e históricos, mas também realizou imponentes retratos, como o de Dom Pedro II na Abertura da Assembléia Geral, que é parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis - RJ. A sua obra mais divulgada é O Grito do Ipiranga, que atualmente no Museu Paulista.

Vitor Meirelles - Em 1861, produziu em Paris, a sua obra mais conhecida A Primeira Missa no Brasil. No ano seguinte, já em nosso país, pintou Moema, que trata da famosa personagem indígena do poema Caramuru, de Santa Rita Durão. Os seus temas eram os históricos, os bíblicos e os retratos.

Almeida Júnior - Considerado por alguns críticos o mais brasileiro dos pintores nacionais do século XIX. Suas obra retratam temas históricos, religiosos e regionalistas, além disso produziu retratos, paisagens e composições. Suas obras mais conhecidas são: Picando Fumo, O Violeiro e Leitura.

Belmiro de Almeida – Depois da Academia de Belas Artes, estudou na Europa onde recebeu influência dos pintores franceses. Seus quadros mais famosos são Arrufos, pintado em 1887, e Dame à La Rose, de 1906. Foi um grande desenhista e colorista que superou os ensinamentos acadêmicos, usando recursos da arte moderna já florescente na Europa, como o Impressionismo, o Pós-Impressionismo, o Expressionismo e o Futurismo.

Antonio Parreiras – Aos 22 anos ingressou a Academia de Belas Artes. Esteve na Itália, onde freqüentou a Academia de Veneza. Foi autor de quadros históricos a partir de encomendas oficiais, como A Conquista do Amazonas, para o Estado do Pará. As obras mais significativas de Antonio Parreiras, por sua criatividade e modernidade, são as paisagens e os nus femininos como Dolorida e Flor Brasileira. Esses trabalhos, elogiados em Paris, foram muitos mal aceitos no Brasil no início do século XX.

As pinturas de Belmiro de Almeida e a de Antonio Parreiras já dão mostra de uma superação dos princípios neoclássicos. Mas foram as obras de Eliseu Visconti que abriram definitivamente o caminho da modernidade à arte brasileira. Esse artista já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos, ele próprio procura registrar os efeitos da luz solar nos objetos e seres humanos que retrata em suas telas. Visconti foi também um artista decorativo, mas a maioria de seus trabalhos é construída por pinturas de paisagens, cenas do cotidiano e retratos. Como nas obras Trigal e Maternidade, onde podemos notar nítidas características impressionistas.